Mergulho na história do Rio! Hotel Nacional, obra de Niemeyer, se reinventa na praia de São Conrado

Renovação impressionante preserva obras no Gran Meliá Nacional Rio

Obra icônica de Niemeyer foi restaurada em São Conrado, no Rio
Obra icônica de Niemeyer foi restaurada em São Conrado, no Rio Divulgação

Badaladíssimo, o Hotel Nacional do Rio foi símbolo de festas com celebridades, arquitetura modernista e arte na década de 70 e 80. Após uma restauração impressionante, reviveu em um hotel luxuoso e contemporâneo, recheado de histórias para contar.

Aberto em 1972, o cinco estrelas era o rival número um do Copacabana Palace, lotado de famosos e baladas de arromba. O prédio foi tombado como Patrimônio Municipal em 1998. Mas há 21 anos estava abandonado. A restauração minunciosa preservou obras e história do edifício. 

Imensos vãos livres sem colunas e curvas do concreto por todos os lados não negam a origem preservada: ao entrar no lindíssimo Gran Meliá Nacional Rio, você respira Niemeyer.

Pai da arquitetura modernista brasileira, Oscar Niemayer morreu em 2012 e deixou mais de 600 obras no mundo todo. Com a renovação do hotel, agora é possível se hospedar em uma obra de arte.

Oito coisas imperdíveis para aproveitar no hotel histórico

Oi, Sereias!

Sereia de Ceschiatti brilha na praia de São Conrado
Sereia de Ceschiatti brilha na praia de São Conrado Divulgação

O hóspede mal fez o check in e, ainda no lobby, não consegue tirar os olhos dos 12 metros de luminária feita de papel machê de Pedro Corrêa de Araújo. 

As caudas de sereias de papel foram moldadas à mão. Cristais pendurados na luminária representam as gotas de água, respingos feitos pelas sereias ao bater no mar. 

Luminária de papel machê esculpida por Pedro Corrêa de Araújo tem 12 metros
Luminária de papel machê esculpida por Pedro Corrêa de Araújo tem 12 metros Divulgação

Niemeyer, conhecido como o "arquiteto que suavisou o concreto", ganhou outro aliado em sua obra no Nacional.

O artista argentino de alma baiana Carybé brincou ainda mais com o concreto, ao esculpir placas gigantes com mosaico com traços delicados que contam histórias da Bahia, seu grande amor. Trezentas placas formam a obra de tem 45 m.

A restauração do hotel, que custou R$ 430 milhões, preservou a escultura Sereia, de Alfredo Ceschiatti, que fica na piscina, sensualizando de cara para o mar. Sem dúvida, é a princesinha da praia de São Conrado.

Mosaico gigante de Carybé brinca com o concreto em placas esculpidas
Mosaico gigante de Carybé brinca com o concreto em placas esculpidas Reprodução/Ladobviagem

A Sereia também é o nome do restaurante onde o café da manhã é servido de cara para a musa da piscina. Após muitas frutas, pães artesanais quentinhos e waflles feitos na hora, pegue uma taça de espumante, parte do buffet.

Sim, é permitido - e simplesmente delicioso - bebericar antes das 10h de cara para a piscina, ainda no café da manhã.

Jardim arte para esquecer das horas

Pedra da Gávea reflete no espelho d´água criado no jardim Burle Marx
Pedra da Gávea reflete no espelho d´água criado no jardim Burle Marx Reprodução/Ladobviagem

O artista plástico e paisagista Roberto Burle Marx, que bebeu da mesma fonte modernista de Niemeyer, deixou um espaço incrível no Nacional. 

Ao subir um lance de escadas, chega ao jardim projetado pelo paisagista. Caminhe pelas curvas e espelho d´água a fim de admirar a paisagens de morro e da orla.

Cabanas de descanso foram montadas ao longo do caminho, para que você possa relaxar com vista para morros, pedra da Gávea e praia de São Conrado. 

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