Nerdtrip O DOUTRINADOR | Crítica do filme sobre o “Justiceiro” brasileiro

O DOUTRINADOR | Crítica do filme sobre o “Justiceiro” brasileiro

  Foto: divulgação No final de julho do corrente ano, este colunista que vos fala teve o prazer de resenhar o trailer de uma ambiciosa produção do cinema nacional, que ganhou vida graças à parceria entre a Downtown Filmes, a Paris Filmes, o Telecine Productions, o canal Space e a Guará Entretenimento. Foto: divulgação Tratava-se […]

  Foto: divulgação No final de julho do corrente ano, este colunista que vos fala teve o prazer de resenhar o trailer de uma ambiciosa produção do cinema nacional, que ganhou vida graças à parceria entre a Downtown Filmes, a Paris Filmes, o Telecine Productions, o canal Space e a Guará Entretenimento. Foto: divulgação Tratava-se […]

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No final de julho do corrente ano, este colunista que vos fala teve o prazer de resenhar o trailer de uma ambiciosa produção do cinema nacional, que ganhou vida graças à parceria entre a Downtown Filmes, a Paris Filmes, o Telecine Productions, o canal Space e a Guará Entretenimento.

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Tratava-se do filme de ação nacional O Doutrinador, a princípio com estreia anunciada para setembro, e cujo personagem, oriundo do quadrinho homônimo de Luciano Cunha (o qual não li), lembra bastante, em essência, o personagem Justiceiro (The Punisher) da Marvel Comics e Marvel Studios, e, no visual, o personagem Sandman (o clássico, e não a criação de Neil Gaiman), graças à máscara de gás que utiliza para manter-se no anonimato.

O NerdTrip teve a oportunidade de assistir à produção no dia de hoje e traz, em primeira mão, suas impressões sobre ela.

O filme se inicia com uma manifestação popular nas portas do que parece ser o Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual do Estado de São Paulo, na qual uma multidão protesta pedindo para que o cínico governador e pré-candidato à Presidência da República, Sandro Corrêa (vivido por Eduardo Moscovis) retorne à prisão, concomitantemente a este se esconder sob uma mesa enquanto, do lado de fora de sua sala, ouve-se sons de luta até a entrada do ‘herói’ mascarado, que bruscamente o retira de seu fajuto esconderijo.

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Um flashback, então, nos leva ao policial Miguel (interpretado por Kiko Pissolato), sua relação com a filha Alice (lindamente vivida pela fofa Helena Luz), com a ex-esposa Isabela (Natália Lage, excelente), com seu trabalho na fictícia “Divisão Armada Especial – D.A.E.”, com seus colegas de profissão e com seu amigo Edu (Samuel de Assis), até o incidente trágico – bem ao sabor de Justiceiro ou do Paul Kersey (Charles Bronson) de Desejo de Matar – que motivará sua ‘transformação’ no Doutrinador, o que praticamente fecha o primeiro arco do filme.

A partir daí a história nos mostra a primeira aparição do anti-herói; apresenta a “aliada” do Doutrinador, a hacker Nina (vivida por Tainá Medina); bem como a grande galeria de vilões do filme – empresários, ministros do Supremo, delegados, policiais e deputados corruptos – os quais serão alvos da matança sistemática do vingativo policial.

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O terceiro e último ato do longa, como não poderia ser diferente, descreve alguns dissabores típicos da “jornada do herói” até o final literalmente explosivo.

Em termos estruturais, o longa apresenta, mesmo para os “dias ensolarados”, uma fotografia marcada pela paleta constantemente escura e acinzentada, o que dificulta, principalmente nas muitas cenas noturnas, o acompanhar das cenas de ação e de luta, mas que também pode ter sido escolhida justamente para as mascarar.

O filme possui um bom ritmo, mas não dá para deixar a sensação de ser um “filme-piloto”, já que é do conhecimento de todos que o Space desenvolveu uma série sobre o personagem, a ser veiculada a partir de 2019. Ou seja, algumas soluções soam apressadas (a fila de seguranças batidos, sem mostrar o confronto que os derrubaram), e algumas simplesmente são deixadas no ar, bem como a presença e desenvolvimento de alguns personagens (a ministra vivida por Marília Gabriela, a não ser que continue na série, quase não tem razão para existir, assim como a candidata à presidência – Júlia Machado – vivida pela sempre bela Helena Ranaldi e a curtíssima aparição de Natália Rodrigues, absolutamente descartável).

Apesar de muitos vilões, todos são tratados de forma profundamente caricata (exceção a Eduardo Moscovis, mais sutil), sem que emerja um nêmesis ao anti-herói matador, o que esvazia um pouco a dramaticidade e interesse pela continuação seriada, que corre o risco de apelar para o episódico (um vilão a cada capítulo).

Kiko Pissolato convence do ponto de vista físico, mas seus talentos dramáticos se mostram bastante limitados para convencer ao público da dor que praticamente enlouquece seu personagem, o que daria maior profundidade e verossimilhança à cruzada que ele inicia.

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Não se explica também o porquê de Miguel/Doutrinador ser tão atlética e militarmente superior a todo o resto dos policiais do D.E.A. e aos capangas que surgem aos borbotões.

Os destaques positivos, em termos de interpretação, ficam a cargo de Samuel de Assis, Tainá Medina, mas, principalmente pela performance de Natália Lage, que mesmo com pouco tempo em cena, consegue conferir mais realismo na sua personagem do que todos os demais juntos.

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Por fim, é realmente refrescante assistir a uma tentativa de inovação de gênero para o cinema brasileiro, aproveitando o apelo político e da onda de super-heróis atuais, ainda que, apesar de algumas boas sequências e da segura direção de Gustavo Bonafé, fiquemos com aquela sensação de que poderia ser um pouco melhor, já que o instigante trailer entregava praticamente toda a trama e as melhores cenas de ação do longa.

A trilha sonora – basicamente internacional – também incomoda um pouco, já que se trata de um retrato exagerado do cenário nacional e haveria muitas canções brasileiras que poderiam complementar a narrativa, o que confere ainda mais um ar de ‘subproduto’ dos enlatados norte-americanos.

Pontuação de 0 a 5

Nota: 3 (Bom)

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