Banda finlandesa de death metal Amorphis se apresenta em SP no fim do mês. Veja entrevista exclusiva

Vocalista Tomi Joutsen confessou ser fã de Sepultura, AC/DC e Black Sabbath

Banda finlandesa de death metal Amorphis se apresenta em SP no fim do mês. Veja entrevista exclusiva

Amorphis se apresenta em SP no dia 27 de maio

Amorphis se apresenta em SP no dia 27 de maio

Divulgação/SiteOficial

No próximo dia 27, São Paulo vai receber a banda finlandesa de death metal Amorphis, fundada nos anos de 1990. Conhecido por fluir entre diferentes estilos de rock, que vão deste o metal progressivo até o folk, o grupo está em turnê pela América Latina com a apresentação do novo álbum, Under The Red Cloud, que conta com participações especiais de artistas como Chrigel Glanzmann, da banda suíça Eluveitie, e Aleah Stanbridge vocalista da Trees Of Eternity.

O R7 conversou com o vocalista do Amorphis, Tomi Joutsen, que está à frente da banda desde 2005. Inspirado pela onda de rock’n’roll que tomou conta de São Paulo em 2016 — que já recebeu bandas importantes como Iron Maiden e Symphony X, e vai ser palco do último show do Black Sabbath —, Tomi disse que tocar para fãs brasileiros é “incrível”, uma vez que “eles demonstram seus sentimentos em relação à música”. Veja a entrevista completa abaixo.

R7: O Amorphis está de volta ao Brasil em um momento complicado para a política brasileira. Como vocês se sentem em relação a isso? Acreditam que a música pode amenizar a tensão entre as pessoas?

Tomi Joutsen: Nós levamos a música muito a sério, mas estamos aqui para entreter as pessoas. Tocamos nossa música com o intuito de proporcionar bons momentos ao público. Eu acredito que ao tocar rock, não se deve ter nenhum pensamento ruim na cabeça. Assim como ao participar de um show: as pessoas devem deixar os problemas de lado por um momento e é isso que queremos. Não estamos brincando com nossa música. Nós, da Amorphis, aprendemos que tocar na América Latina é um prazer enorme, uma vez que as pessoas sentem a música. Na Finlândia, as pessoas são menos expressivas, às vezes parece que estamos tocando em um funeral (risos).

R7:  Por que vocês decidiram convidar Chrigel Glanzmann, da Eluveitie, e Aleah Stanbridge, da Trees Of Eternity, para participar de algumas músicas do novo álbum, o Under The Red Cloud?

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TJ: A ideia veio do produtor. Ele quis adicionar uns efeitos especiais, inclusive algumas participações especiais para dar um up no álbum. Foi bem legal tê-los em nosso álbum, mesmo não os conhecendo. Eles não gravaram com a gente.

R7: É possível perceber que o novo álbum traz um pouco mais de death metal e folk em sua essência e não um estilo tão progressivo quanto os últimos discos. Essa mudança foi proposital?

TJ: Sempre que começamos a compor, não pensamos em nada. Estamos apenas construindo a música, não temos planos sobre o estilo, se vai ser death metal, progressivo ou folk. Criamos a música primeiro, depois vemos "no que deu". Acho que pode ser um pouco difícil criar o estilo do álbum antes de ele estar pronto, uma vez que somos seis compositores na banda, todos passando por momentos diferentes, com inspirações diferentes.

R7: O que vocês esperam dos fãs para o novo álbum?

TJ: Fizemos um tour pela Europa, e as pessoas parecem ter curtido muito. Elas sentem a atmosfera. É perceptível que as pessoas estão amando os novas músicas. Depois de uma carreira de 20 anos, não é tão simples criar um álbum novo. Temos mais de 15 álbuns, então é difícil de encontrar algo totalmente diferente. Mas acho que desta vez conseguimos.

R7: Você consegue definir o novo álbum em uma palavra?

TJ: Difícil. Eu diria “sólido”.

R7: Há alguma banda que realmente inspira o Amorphis?

TJ: Claro que sim, muitas, principalmente bandas antigas. Diria que AC/DC é a principal delas, mas há também Black Sabbath, Iron Maiden, etc.

R7: Já que você é fã declarado do AC/DC, como vê a nova composição com o Axl Rose substituindo o Brian Johnson?

TJ: A ideia é maluca. Mas não sou ninguém para dizer que isso é errado. Tanto o AC/DC como o Guns’n’Roses são grandes bandas, e esse é o intuito do rock’n’roll, mostrar que não há regras para nada. É muito triste o que aconteceu com Brian Johnson, mas faz parte da vida.

R7: Agora como fã do Black Sabbath, como você vê o fim da banda, previsto para esse ano?

TJ: Eu espero que seja verdade, dessa vez. Não porque desejo o fim da banda, mas porque acho injusto com os fãs anunciar o fim do grupo diversas vezes — o Scorpions fez a mesma coisa. Mas é claro que é uma pena que parem de tocar juntos, eles são históricos. Nós vamos tocar com o Black Sabbath na Finlândia, no fim do verão. Eles estão arrasando.

R7: Há alguma banda brasileira da qual você goste?

TJ: Sepultura. Quando eu tinha 17 anos, fui fazer uma entrevista para tocar em uma banda e precisei escolher uma música. Escolhi uma da Sepultura. Era uma atmosfera totalmente diferente para mim.

O Amorphis vai se apresentar no Hangar 110, no centro de São Paulo, no dia 27 de maio.