Cinema R7 já viu: Mato Sem Cachorro prova que comédias brasileiras podem ser engraçadas

R7 já viu: Mato Sem Cachorro prova que comédias brasileiras podem ser engraçadas

Produção com Leandra Leal, Bruno Gagliasso e Danilo Gentili estreia nesta sexta-feira (4)

R7 já viu: Mato Sem Cachorro prova que comédias brasileiras podem ser engraçadas

Leandra Leal e Bruno Gagliasso em cena de "Mato Sem Cachorro"

Leandra Leal e Bruno Gagliasso em cena de "Mato Sem Cachorro"

Reprodução/Facebook

Um ator galã, uma atriz de rosto angelical, um cachorro e um humorista badalado. Com esses ingredientes, o longa Mato Sem Cachorro, que estreia nesta sexta-feira (4), já tem meio caminho andado para dar certo.

Mas a produção dirigida por Pedro Amorim consegue se desprender da receita óbvia e desgastadas por produções exclusivamente comerciais. A começar pelo fato de a comédia ter cenas engraçadas — por mais estranho que pareça, muitos longas brasileiros de humor se esquecem de fazer o público rir. Outro ponto alto do filme é ter uma história atrativa e bem-amarrada.

Em Mato Sem Cachorro, Deco (Bruno Gagliasso) é um jovem talentoso, mas excessivamente acomodado. Após quase atropelar um cachorro, ele conhece a linda e promissora Zoé, uma produtora de rádio. Os dois acabam se apaixonando e adotando o animal.

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Mas o cãozinho Guto não é um mascote como os outros. Ele sofre de narcolepsia canina, doença que o faz desmaiar em momentos de muita emoção, o que incluem sustos, brincadeiras e até a hora da refeição.

O filme conta ainda com Danilo Gentili no papel de Leléo, primo de Deco. O personagem carrega boa parte do humor do filme. A irreverência e o conforto do humorista nas telonas é tamanho que ele se deu ao direito de aparecer nu em cena.

Após ser abandonado por Zoé, Deco também acaba se afastado de Guto. A saudade e o ciúmes do animal fazem com que ele e o primo armem para ficar com o cachorro. E daí segue a trama da comédia romântica.

Mas deixando o roteiro de lado, os grandes destaques ficam por conta das participações surpreendentes de grandes ícones da cultura pop. A cantora Sandy interpreta uma versão bêbada de si mesma, com direito a vômito em cima de um policial, e Elke Maravilha aparece praticamente irreconhecível em cena como uma velhinha.

Bruno Gagliasso mais uma vez se destaca pela interpretação, mesmo em um papel que parecia não oferecer grandes desafios. De cabelo e barba compridos, o ator incorporou o visual de “cão abandonado”, valorizando ainda mais seu personagem.

Não se convenceu ainda? O filme tem a participação do humorista Rafinha Bastos, que garante uma cena com 90% de improvisação ao lado de Gentili.

Outro destaque que não dá para passar batido é a parte musical inserida na trama. O longa começa com um clipe de John Lennon tocando com Michel Teló um mix de Imagine e Ai Se Eu Te Pego. No final, há um versão de I Love Rock 'n Roll mesclada com O Meu Sangue Ferve Por Você.

Em algum momento da 1h53min de filme, Mato Sem Cachorro soa cansativo. Também é preciso escolher bem a companhia para o cinema, afinal a produção é recheada de palavrões e piadas de conotações sexuais. Embora elas estejam dentro de um contexto, ainda assim podem chocar os mais inocentes. Mas o tempo sentado na cadeira, de forma geral, vale a pena e compensa. Mais do isso, prova que o cinema brasileiro pode ser engraçado.  

Veja o trailer de Mato Sem Cachorro:

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