Pop Fim do Restart: conheça os motivos que contribuíram para a separação da banda

Fim do Restart: conheça os motivos que contribuíram para a separação da banda

Poucos shows e projetos pessoais estão entre as explicações

Fim do Restart: conheça os motivos que contribuíram para a separação da banda

Integrantes ainda não anunciaram novos projetos

Integrantes ainda não anunciaram novos projetos

Divulgação

Maior banda do movimento happy rock, o Restart anunciou uma pausa por tempo indeterminado na carreira na manhã desta quarta-feira, 18 de março.

O grupo durou sete anos e teve o auge em 2010, quando realizava cerca de quinze shows por mês e pelo menos uma data fixa no HSBC Brasil, em São Paulo.

Mas nos dois últimos anos, essa agenda disputada e o sucesso haviam diminuído consideravelmente. Guto Campos, que empresariava a banda por meio do escritório Art Mix, conta que em 2014 o Restart realizou cerca de seis shows por mês e o porte das casas em que se apresentavam era bem menor se comparado ao auge.

— O Restart já tocou para sete mil pessoas no Pepsi On Stage, em Porto Alegre. Mas ultimamente, fazia shows em locais menores, para cerca de mil pagantes. Ainda existia uma boa base de fãs, mas reconhecemos que grande parte desses admiradores envelheceu e mudou os gostos musicais. Isso é comum quando lidamos com artistas voltados para o público infantil e adolescente.

Guto aposta que a pausa da banda pode ser usada para que os músicos repensem a sonoridade do Restart, que já havia passado por mudanças leves no último EP.

— Eles arriscavam mudanças no som e no visual. Mas acredito que com a pausa vão pensar melhor o que desejam artisticamente daqui por diante. Pode ser até que optem por fazer coisas que não estejam ligadas à música. O Koba (guitarrista) vai viajar para o exterior. Thomaz (baterista), Pe Lu (guitarra e voz) e Pe Lanza (baixo e voz) não sei o que vão fazer. Ainda não está claro para eles como será daqui para frente.

Com o fim do grupo, foi rescindido o contrato do Restart com o escritório ArtMix. A parceria durava seis anos. A empresa também é responsável pelo gerenciamento da carreira do CW7, outra banda contemporânea ao Restart e que pertenceu à mesma cena musical.

— Todas essas bandas eram lideradas por gente jovem. Normal que, à medida em que envelhecem, busquem novos objetivos. A Mia, do CW7, por exemplo, tem estudado teatro. A transição da adolescência para a vida adulta é repleta de mudanças.

    Access log