Fã vira vocalista do Jeito Moleque: "É possível viver um sonho" 

Gui Albuquerque, de 28 anos, foi escolhido através de testes

Gui Albuquerque saiu do fã-clube para os palcos
Gui Albuquerque saiu do fã-clube para os palcos Reprodução/Facebook

O Jeito Moleque chegou aos 18 anos de carreira de uma forma inusitada. Um fã realizou o sonho de entrar para a banda, após a saída do antigo vocalista, no ano passado.

Gui Albuquerque passou por testes para conseguir a vaga ao lado dos experientes pagodeiros. E, emocionado, ele diz que pulou da plateia para os palcos.

— Quando me vi entrando no ônibus para viajar com o Jeito Moleque, eu ria sozinho, como se não acreditasse em tudo aquilo que estava acontecendo. Eu, um simples fã, que conheceu a música deles com 14 anos de idade, estava ali com meus ídolos. Mas quando eu subi no palco, foi instantâneo: parecia que tocávamos juntos há muito tempo.

Banda de pagode tem 18 anos de carreira e diversos hits
Banda de pagode tem 18 anos de carreira e diversos hits Divulgação

Destemido e cheio de energia, o vocalista de 28 anos trouxe sangue novo para a famosa banda paulistana.

— A minha entrada trouxe um novo gás para os integrantes originais. Tenho uma visão de fã também, então algumas coisas serão novas para eles. Nossa convivência está sendo ótima.

O R7 conversou com Gui Albuquerque para saber mais sobre o futuro do Jeito Moleque.

R7 — Como você conseguiu a vaga no Jeito Moleque?
Gui Albuquerque —
Comecei a trabalhar com música e teatro muito cedo. Então, eu já tive um grupo desde a época da escola, do qual fiz parte durante 10 anos. E, até pouco tempo, eu seguia em carreira solo tocando nos bares e casas noturnas. Daí, um certo dia, meu empresário me disse: "Se prepara, porque você foi convidado para fazer um teste no Jeito Moleque". Eu fiquei paralisado durante alguns minutos, tentando entender como aquilo seria possível.

"Quando eu subi no palco, parecia que tocávamos juntos há muito tempo"
Gui Albuquerque

R7 — E, como fã e músico, você já cantava as músicas deles?
Gui Albuquerque —
O Jeito Moleque foi minha inspiração diária e, naquele momento, eu tinha a chance de estar com meus ídolos, nem que fosse só no momento daquele teste. E na noite paulistana é impossível não tocar as músicas do grupo.

O Jeito Moleque voltou com o novo vocalista
O Jeito Moleque voltou com o novo vocalista Reprodução/Facebook

R7 — Qual foi a emoção de entrar para a banda que você é fã?
Gui Albuquerque —
Fizemos nossa primeira aparição oficial através de uma Live, pelas redes sociais oficias do grupo. E logo em seguida, foi o nosso primeiro show, em Florianópolis (SC). Quando me vi entrando no ônibus pra viajar com o Jeito Moleque, eu ria sozinho, como se não acreditasse em tudo aquilo que estava acontecendo. Eu, um simples fã, que conheceu a música deles com 14 anos de idade, estava ali com meus ídolos. Mas quando eu subi no palco, foi instantâneo: parecia que tocávamos juntos há muito tempo. É uma parada muito louca a energia que temos juntos.

R7 — E, apesar de ser uma banda experiente, você trouxe sangue novo para eles?
Gui Albuquerque — Sim. A minha entrada traz um novo gás para eles. Tenho uma visão de fã também, então algumas coisas serão novas para os integrantes originais. É como se fosse uma criança no meio dos adultos correndo no parque de diversões. (risos) Nossa convivência está sendo ótima. E o teatro, que sempre fez parte da minha vida, me traz algumas opções bem interessantes de interação com o público.

R7 — E tem alguma música do grupo que te emociona mais no palco?
Gui Albuquerque
— Com certeza, a canção Para Tudo. Ela mostra exatamente tudo o que eu passei para estar ali com eles. A própria letra já diz: “Esperamos tanto esse dia, poder mostrar pra sua família que meu sonho é profissão". Eu quase não consegui cantá-la no primeiro show, de tanta emoção que eu sentia.

R7 — Qual é a importância do Jeito Moleque para o samba?
Gui Albuquerque
— A banda mudou o jeito de fazer pagode. É um grupo de garotos universitários que faz música de qualidade. E eles também me provaram que é possível viver o meu sonho musical. São quase 20 anos de história que jamais serão esquecidos... E vamos continuar escrevendo essa história!