Pop Rod Hanna resgata disco music e fatura mais que bandas consagradas para animar festas e casamentos

Rod Hanna resgata disco music e fatura mais que bandas consagradas para animar festas e casamentos

Banda tem cachê equivalente aos que são pagos para astros do pop rock dos anos 80

Rod Hanna resgata a disco music e fatura mais que bandas consagradas para animar festas e casamentos

Rod Hanna: banda vai lançar primeiro disco autoral

Rod Hanna: banda vai lançar primeiro disco autoral

Divulgação

No Brasil, a banda Rod Hanna antecipou em duas décadas uma tendência que se transformaria em unanimidade em nível internacional nos últimos anos: o resgate da disco music. Formada em Ribeirão Preto no ano de 1994 pelo casal Nora Hanna e Rodrigo Laguna, o grupo pegou carona no sucesso do filme Priscila, A Rainha do Deserto, que também era influenciado por essa cultura do fim dos anos 70. "O inconsciente coletivo já estava voltado pra isso", comenta Rodrigo.

Aos poucos, a banda foi aprimorando não só o som, como também os figurinos e a parte cênica dos shows para apresentar um projeto no palco que transportasse o espectador para o passado. Com essa preocupação em estar conectada fielmente com o visual e a sonoridade setentista, a banda requisitada também para shows corporativos e festas de casamento e baile de debutantes.

Hoje, Rod Hanna tem cachê equivalente aos que são pagos para astros do pop rock dos anos 80, como Titãs e Paralamas do Sucesso. "Hoje são nossos 'concorrentes'", explica Rodrigo.

Em entrevista ao R7, a banda divulga a gravação do primeiro disco de inéditas, o resgate da disco music pelo mundo e como é trabalhar em família. 

R7 — Quando vocês começaram a banda, acreditavam que o revival da música disco ganharia tanta força mundialmente?

Rodrigo Laguna — Nosso primeiro disco foi gravado em 1994 no mesmo ano em que Priscilla, a Rainha do Deserto foi lançado, ou seja, o inconsciente coletivo já estava voltado pra isso, mas não tínhamos essa noção na realidade.

R7 — No Brasil, vocês se sentem um dos responsáveis por resgatar a black music dançante dos anos 70?

Que eu saiba, fomos os primeiros a fazer este revival, não tínhamos referência alguma do que era a moda dos anos 70, nas roupas e costumes. Fomos pesquisando e redescobrindo os cabelos black power, calças boca de sino, golas grandes. Tenho certeza que fomos os primeiros a subir ao palco com figurino desta época, tanto que era um choque.

R7 — Podemos dizer que Rod Hanna criou um novo segmento dentro da música nacional?

Podemos sim, várias vieram depois, mas fomos os primeiros e talvez os únicos que sobreviveram. "I will survive".

R7 — Hoje, a banda é mais requisitada em shows abertos ou em eventos como formaturas, festas de casamento e de cidade?

Sim, nunca pensamos em montar um show pra esse segmento, mas como agrada a todas as idades somos muito chamados pra isso. 

R7 — Hoje, o cachê do Rod Hanna se equipara ao de um artista estritamente autoral?

Sim, nossos "concorrentes" hoje em dia são Titãs, Paralamas.

R7 — Como são os formatos dos shows que a banda apresenta e qual a estrutura e quantidade de músicos?

Somos em 16 pessoas no palco: 10 músicos e 6 bailarinos. Usamos muito computador pro deixar vídeo e banda em sincronização e por incrível que pareça pra reproduzir o som dos anos 70.

Banda com a formação completa antes de um show

Banda com a formação completa antes de um show

Divulgação

R7 — Como funcionam os projetos que a banda realiza em parceria com astros internacionais do porte de A Taste of Honey? 

Já trabalhamos em parceria com vários artistas nacionais como Kiko Zambianchi e Frenéticas e internacionais a cantora do Boys Town Gang, Cyntia Manley, com quem gravamos um DVD pela Universal Music. O Abba Magic, considerado o cover mais bacana do Abba também. E agora fizemos uma turnê com o A Taste of Honey do clássico da Disco Boogie Oogie Oogie. Além de aprendermos muito com eles, esse encontro agrega valores inestimáveis, fora as parcerias que surgem. Estamos gravando um CD com o David Cochrane que faz parte da formação atual do A taste, ele originalmente veio do Commodores e produziu e compôs várias faixas com Lionel Richie em sua carreira solo.

R7 — Vocês estão baseados em Ribeirão Preto. A escolha da cidade é estratégica, por dar fácil acesso ao sul, sudeste e centro oeste?

Na verdade é um luxo continuar morando em Ribeirão, pois os vôos geralmente passam por São Paulo e depois vão para o seu destino. Mas a qualidade de vida e viver perto da família vale a pena.

R7 — A banda pensa em lançar um novo projeto só de músicas autorais?

Temos seis CDs lançados, sendo que tem várias coisas autorais. Mas agora neste trabalho com o David tem música nova e em inglês. Ele acredita que temos espaço no mercado americano.

R7 — Hoje, cada vez mais artistas buscam referência na black music setentista. Como vocês enxergam essa tendência?

Sim, a Disco voltou com tudo é chamada de Nu Disco e Nu Funk, com Daft Punk, Bruno Mars  e muita gente mais.

R7 — Como é trabalhar em família, já que a banda foi fundada por você e pelo Rodrigo, que trabalham juntos?

Trabalhar em Família é gratificante pois vivemos as grandes emoções juntos, viajamos juntos, o que é sempre um problema para os músicos. O lado ruim é que sempre estamos levando trabalho pra casa e temos que discutir mais do que em que escola vamos matricular os filhos e em que restaurante vamos jantar .

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