Blog da DB O 'menino maluquinho' ataca de novo: outro agressor alega surto

O 'menino maluquinho' ataca de novo: outro agressor alega surto

Advogado de rapaz que foi preso por tentativa de estupro em um bar na Zona Sul carioca disse que  seu cliente toma remédio e não se lembra de nada 

O 'menino maluquinho' ataca novamente: mais um agressor alega surto

Ricardo Elias foi preso em flagrante e não se lembra de nada

Ricardo Elias foi preso em flagrante e não se lembra de nada

Reprodução

Homem que agride mulher, quando pego em flagrante, parece ter mais uma característica em comum: todos sofrem de amnésia seletiva. Esquecem o que aconteceu imediatamente após terem espancado ou tentato estuprar suas vítimas. 

Se agressor de mulher é louco, o Brasil virou um grande hospício

Foi assim com o estudante de direito Vinícius Serra que, depois de agredir e torturar a empresária Elaine Caparroz durante quatro horas, disse que teve um surto e não se lembrava de nada. 

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Agora, Ricardo Elias Mota de Oliveira, suspeito de tentativa de estupro contra um jovem em um bar no Leblon, na Zona Sul carioca, também falou que não se recorda de nada. Seus advogados ainda alegaram que ele toma remédio controlado e faz tratamento psicológico.

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No caso de Ricardo, segundo relato da vítima (que não quis se identificar), a família dele ainda tentou fazer a moça desistir da queixa crime. Contou a jovem que a mãe do rapaz teria questionado de onde ELA conhecia o filho e porque estaria fazendo isso com o "garoto". 

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Esse é o cenário mais comum. Os homens cometem crimes contra mulheres e são vitimizados. Quantos desses algozes surram, espancam, torturam, matam e depois lamentam. "Dizem 'esse não sou eu'", como pontuou, com absoluta clareza, o perfil 'Diário de uma mãe solo/mae do Mikael e Davi', no Facebook. 

'Não é todo homem que agride'. E quem vai pagar para ver?

Já falei aqui que não dá mais para ficar apontando agressor de mulher como louco. Não são loucos. "Os agressores não são coitados, não devem ser tratados como 'empresários', 'estudantes'. Eles são indiciados, investigados, suspeitos, criminosos, culpados, de acordo com o âmbito da investigação policial. Qualquer termo que respeite a lei, mas também não minimize a carga da ocorrência. Eles, os criminosos, esquecem quando lhes convém. Elas, as vítimas, quando não estão mortas, revivem o crime diariamente", analisa a mãe solo em seu post. 

É isso. Chega de tratar criminosos como se fossem garotinhos perturbados.