Helder Maldonado Bruno Mars se consagra como maior ícone pop da atualidade no Grammy

Bruno Mars se consagra como maior ícone pop da atualidade no Grammy

Artista recebeu seis gramofones dourados em noite que também foi positiva para Kendrick Lamar, mas deixou Jay Z sem nenhum prêmio

Bruno Mars se consagra como ícone pop no Grammy

Bruno Mars: cantor se consagrou em noite de premiação

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Vagalume - Música

Bruno Mars saiu do Grammy 2018 com seis gramofones dourados por conta do disco 24k Magic. E a fórmula para explicar o sucesso do cantor e compositor de 32 anos é fácil.

Mars é um êxito comercial e até bem visto pelos críticos por apostar no básico, mas sempre dando roupagens modernas para clichês do pop, soul e funk. É divertido. É dançável. Não cheira à naftalina e nem tem interesse em soar como militância.

Ele não é pretensioso e nem se coloca como messias ou salvador de nada, embora há que o chame de novo Michael Jackson. Exagero, claro. E que ele, felizmente, não adere. Bruno é simples e direto. Faz música para dançar e embalar romances. 

Mas como não é refém de outros compositores e tem maior controle sobre a própria obra, não soa como se tivesse saído de uma linha de montagens de hits pop.

Não é à toa que com três discos lançados e com uma imagem que está longe de ser a do cantor bonitão e midiático, o baixinho havaiano coleciona hits. É capaz de você já ter ouvido uma música pegajosa de Mars e nem saber que é dele.

A alta dose de influências e o talento para criar refrões grudentos faz de Mars um artista que entra no exclusivo grupo de pessoas em que cada discos parece uma coletânea de sucessos, como Elton John ou Daryl Hall.

Contra ele na premiação estava o hypado disco Damn, de Kendrick Lamar, que levou cinco prêmios, mas todos em categorias ligadas ao rap. Não ser o álbum do ano foi de certa maneira uma decisão justa.

Apesar de estar longe, muito longe de ser um CD ruim, Damn foi o tipo de projeto que já era clássico mesmo antes de ser lançado. E quando saiu, deixou claro o exagero. Mas já não tinha mais volta e mesmo não atendendo as expectativas do público, o disco virou o queridinhos dos hipsters porque atualmente não pega bem fazer qualquer ressalva sobre Kendrick.

The War On Drugs: banda ganhou na categoria melhor disco de rock

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Vagalume - Música

Damn chega a ser nem o melhor disco de rap da época em que foi lançado e acredito que com o potencial que Kendrick tem para criar, talvez vá se transformar em um álbum menor na obra do rapper daqui alguns anos.

A grande surpresa da noite, no entanto, foi a premiação da banda War On Drugs na categoria de rock. Contra ela, estavam grupos renomados como Metallica, Mastodon, Queens of The Stone Age e o pouco conhecido Nothing More. 

Com um rock mais melanólico e nada pesado, o War on Drugs bebe em fontes como Bruce Springsteen, Dire Straits e Dylan e o vocalista soa como um Bryan Adams desiludido. A escolha foi realmente justa. O Metallica sequer deveria ter sido indicado, já que Hardwired... to Self-Destruct é um dos piores discos da banda  e o Mastodon e o Queens of The Stone Age também já lançaram coisas melhores. Vale pela renovação e reconhecimento de que existe rock interessante além das arenas.

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