Helder Maldonado Camila e Ariana fazem Rihanna e Taylor virarem tiazonas do pop

Camila e Ariana fazem Rihanna e Taylor virarem tiazonas do pop

VMA 2018 ainda teve como destaque a cantora Cardi B, outro ícone do segmento que pretende superar Rihanna e Taylor Swift

Domínio de Camila Cabello no VMA inaugura nova era de divas pop

Ariana Grande e Camila Cabello encabeçam nova geração

Ariana Grande e Camila Cabello encabeçam nova geração

Divulgação

Mesmo em 2018, ainda há quem questione: afinal, qual diva pop tem força para substituir Madonna como a rainha do estilo? Britney, Aguilera, Mariah, Rihanna, Beyoncé, Lady Gaga e Taylor Swift já foram apontadas, em momentos distintos da história, como possíveis suplentes da loira. O que muita gente não notou é que mesmo elas já estão prestes a ser superadas ou tratadas como veteranas.

E isso não será num futuro distante. Com mais de dez anos de carreira, todas já se transformaram em espécie de "tiazonas ou irmãs mais velhas" do pop. Para um estilo cujo público é quase sempre composto de ouvintes muito jovens, a renovação de geração dos ícones é uma urgência que acaba por acontecer inevitavelmente no final de cada década.

Foi assim nos 90, quando Mariah, Britney, Aguilera, Shakira, TLC e Destiny's Child envelheciam à força Madonna, Cindy Lauper, Céline Dion e Kylie Minogue.

Dez anos depois, elas mesmas provaram destino parecido, com o cada vez mais robusto sucesso de Rihanna, Katy Perry, Taylor Swift, Lady Gaga e Beyoncé (que conseguiu prolongar o sucesso que já havia atingido em grupo para uma bem-sucedida carreira solo). 

E agora elas também, todas na casa dos 30 anos, serão superadas por uma nova onda de divas pop que até o momento parece ser encabeçada por Camila Cabello, Cardi B, Dua Lipa, SZA, Ariana Grande e outros nomes que vão crescer e ganhar espaço na virada da década. A fila anda rápido mesmo.

A dominação de Camila e Cardi B na edição 2018 do VMA já é um indício sobre quais poderão ser as divas preferidas dos nascidos nos anos 00. 

Lady Gaga: apontada como nova Madonna, não convenceu

Lady Gaga: apontada como nova Madonna, não convenceu

O disco de estreia da ex-vocalista do Fifth Harmony provou que ela teve esperteza para agradar crítica e público em um trabalho que não exagera das bases eletrônicas e traz muita latinidade nos arranjos. Em um momento em que o reggaeton e a Colômbia influenciam a música mundial, nada mais adequado que isso. 

Ariana Grande, que já tem cinco anos de carreira e está inserida numa geração intermediária de cantoras pop dos anos 10, pode pegar carona nessa renovação também. O novo disco dela, Sweeteness, está previsto para ser a melhor estreia dela nas paradas da Billboard e assim reforçar seu já conhecido nome entre as cantoras que serão as caras dos anos 20.

Apesar da mudança sobre quem dita as regras no pop a partir de agora, isso não vai significar a aposentadoria e nem o fracasso das cantoras que vieram antes. Apenas é uma prova que elas estão cada vez mais próximas de fazer shows para fãs nostálgicos na casa dos 30 do que tocar para crianças e adolescentes. Essa transição é dura, mas não é o fim. Estádios e cassinos nunca faltaram para Britney, Cher, Mariah e Celine Dion. O triste deve ser notar que o seu "tempo" já passou. E que não deu para virar Madonna. Algumas mal chegaram a Mariah.

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