Helder Maldonado Modelo Rina Sawayama resgata pop dos anos 90 em disco de estreia

Modelo Rina Sawayama resgata pop dos anos 90 em disco de estreia

Cantora que também atua como modelo compôs mini-disco aclamado

Modelo Rina Sawayama resgata pop dos anos 90 em disco de estreia

Modelo e cantora, Rina brilha com disco de estreia

Modelo e cantora, Rina brilha com disco de estreia

Divulgação

Rina Sawayama nasceu no Japão em 1990, mas no fim da mesma década se mudou para Londres, de onde nunca mais saiu. Morando na capital inglesa com os pais, ela teve desde muito cedo contato com a efervescente produção de música pop daquela época, liderada por nomes como Britney Spears, Spice Girls, Destiny Child e Christina Aguilera.

E essa base de influências e nostalgia que ela tenta explorar no disco de estreia. O projeto, com apenas oito faixas e que foi produzido durante dois anos, se atreve a atualizar essa sonoridade eternizada há mais de uma década e excluir qualquer eco das composições com batidas rápidas e foco em pistas de dança tão comuns nas produções atuais.

Em entrevista concedida à Interview Magazine, a cantora explicou que tomou esse caminho por discordar do que é feito na indústria hoje. Para ela, a velocidade como tudo é produzido e lançado irá datar esse período de uma forma mais veloz que os anteriores. E Rina não queria que seu trabalho fosse resultado de várias intervenções de estúdio para modificar sua voz anasalada, que por vezes lembra a de Britney (a música Take Me As I Am, poderia facilmente estar no álbum Blackout, de 2007).

A parte eletrônica, no entanto, se faz presente no disco em sintetizadores agressivos que flertam tanto com o fim dos anos 90, quanto com o mesmo período da década anterior, onde bandas como Depeche Mode, Duran Duran e New Order misturavam elementos orgânicos às programações. O resultado disso pode ser verificado principalmente na faixa de abertura do disco, Ordinary Superstar.

Versátil, ela e Shamir, arriscam ainda um soul futurista em Tunnel Vision, onde a cantora-modelo comprova seu potencial de modular a voz de maneiras diferentes em faixas distintas. 

Apesar de ser considerada criadora de um pop futurista pela imprensa britânica, Rina rebate esse rótulo e diz que o seu trabalho é extremo oposto disso e que ela busca no passado uma maneira de faz pop atual. Tudo isso resulta em um disco acessível e inteligente, mas sem cheiro de naftalina ou de produção calculada para ser o novo hit do YouTube ou Spotify.

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