TV e Entretenimento BRita BRazil lança livro e relembra morte do filho: "Mãe não aceita"

BRita BRazil lança livro e relembra morte do filho: "Mãe não aceita"

Atriz atribui perda do músico ao chá ayahuasca. "Éramos a família mais feliz do mundo, que foi partilhada, arrancada. A vida não continua"

BRita BRazil lança livro e relembra morte do filho, o músico Rian Brito

BRita BRazil e o filho, Rian Brito, morto em 2016

BRita BRazil e o filho, Rian Brito, morto em 2016

Divulgação

BRita BRazil, atriz que integrou o elenco da Escolinha do Professor Raimundo como a personagem Flora Própolis, acaba de lançar o livro Relatos. A obra tem como objetivo discutir o uso do chá ayahuasca — mais conhecido como Santo Daime —, uma droga natural que contém como substância alucinógena o DMT, ilegal na Holanda, mas comercializada no Brasil. 

Há três anos, ela atribui a morte precoce do filho, o baixista Rian Brito, neto do humorista Chico Anysio e filho do ator Nizo Neto, ao consumo da bebida. BRita — ela assina assim, com o BR em letra maiúscula — conversou com o R7 sobre a obra. 

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Rian ao centro da foto com os pais: BRita e Nizo Neto

Rian ao centro da foto com os pais: BRita e Nizo Neto

Reprodução/Facebook

A morte de Rian Brito completa três anos no próximo dia 26 de fevereiro. Questionada sobre como tem lidado com a perda do filho, BRita é direta. "A mãe não lida com a perda, a mãe não aceita a perda. A mãe não perdeu, a mãe simplesmente matém o filho vivo. Nós cinco (ela e os demais filhos) vivíamos em uma  hamonia absurda, éramos a família mais feliz do mundo, que foi partilhada e arrancada. E eu não aceito. A vida não continua".

Ela diz que decidiu fazer o livro após se sentir ameaçada pelos defensores do ayahuasca. "Eu era uma mãe que havia perdido o filho e queria dividir com o Brasil, por meio da internet, o que estava vivenciando. E eles (os favoráreis à substância) começaram imediatamente a me agredir", relata.

Em outro episódio, ela conta que teve o perfil no Facebook tirado do ar após participar de um programa de TV e divulgar seu e-mail pessoal e redes sociais para receber relatos de vítimas sobre danos mentais e físicos relacionados ao chá. "Desapareceu. E todas as outras contas que eu abria eram fechadas. Eu era uma mãe ingênua querendo fazer alguma coisa. Agora é totalmente diferente: sou uma pesquisadora do lado negativo do ayaschua", acrescentou. 


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Rian era músico e neto do humorista Chico Anysio

Rian era músico e neto do humorista Chico Anysio

Reprodução/Facebook

Segundo a escritora, quando vivo, o filho Rian chegou a pesquisar sobre os efeitos colaterais do chá, e como nada encontrou, aceitou o convite do melhor amigo para experimentar a bebida. Em dezembro de 2014, Rian teve um surto psicótico na seita Porta do Sol, conhecida como o Centro de Estudos Xamânicos de Expansão da Consciência. "Talvez pouca gente saiba, mas o ayahuasca desencadeia a esquizofrenia. A mente vai embora em um grau de zero a mil. É uma área da medicina muito complexa, em que os médicos mesmo tentam corrigir ou curar com remédios e até hoje não conseguem com tanto sucesso". 

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"A vida não continua", desabafou a mãe, BRita BRazil

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Reprodução/Facebook

BRita diz que o livro escrito por ela traz relatos de 43 vítimas e familiares que fizeram uso da substância. Há também depoimentos de médicos, além da apresentação de uma lista com 33 sintomas da doença gerada pelo ayahuasca. "Essa ação deveria ser desenvolvida pelo Governo, pois é assunto de saúde pública, e não por uma simples mãe. A grande covardia é que não avisam aos jovens que estão ingerindo uma droga, diluindo seu teor gravíssimo na água, ao usar o termo ‘chá’".